Foto: Vinicius Becker (Diário)
O espaço terá cerca de 870 metros quadrados e, conforme o secretário, foi pensado para melhorar tanto o fluxo interno quanto o atendimento aos pacientes.
A prefeitura de Santa Maria prevê para o fim de maio ou início de junho a entrega da nova Farmácia Municipal Integrada, que funcionará no antigo prédio do antigo Sicredi, ao lado da Catedral Metropolitana, na Avenida Rio Branco. Inicialmente prevista para abril, a entrega teve o prazo ampliado. A nova previsão foi confirmada nesta quarta-feira (6) pelo secretário municipal de Saúde, Guilherme Ribas, em entrevista ao programa Bom Dia, Cidade!, da Rádio CDN 93.5 FM.
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Na conversa, Ribas detalhou os motivos que fizeram a entrega ser adiada nos últimos meses. De acordo com ele, após a definição do prédio, foi necessário realizar avaliações técnicas de engenharia, vigilância sanitária e farmacêuticos para adequar o imóvel ao funcionamento das farmácias.
As análises apontaram a necessidade de adequações internas, como instalação de divisórias e reorganização do fluxo de atendimento. A obra chegou a ser licitada em fevereiro, mas o processo acabou fracassando.
Segundo o secretário, 12 empresas participaram do pregão eletrônico realizado em março, porém nenhuma conseguiu comprovar a documentação exigida para executar os trabalhos.
Com isso, a prefeitura optou por uma contratação emergencial da empresa MRU, responsável pelas obras atuais.
— Quem passa ali na frente já consegue ver que a fachada foi pintada e que as divisórias estão sendo feitas — disse o secretário.
A expectativa da Secretaria de Saúde é que a empresa finalize a etapa estrutural nos próximos 10 dias. Depois disso, ainda serão instalados equipamentos tecnológicos, sinalizações internas e externas e realizada a mudança dos dois serviços atuais para o novo endereço.
Atendimento terá sistema eletrônico e sem limite de fichas
A estrutura reunirá, em um único espaço, os serviços de medicamentos básicos, medicamentos especiais, dietas, insulinas e processos administrativos. Uma das principais mudanças anunciadas pela prefeitura é a implantação de um sistema eletrônico de atendimento. A tradicional distribuição manual de fichas deixará de existir.
No novo modelo, os pacientes utilizarão totens eletrônicos para retirar senhas, semelhantes aos sistemas usados em bancos e repartições públicas. O chamamento será feito por televisores instalados no prédio.
Serão cinco televisores no total: três no primeiro andar e dois no segundo.
O sistema também terá separação entre atendimento prioritário e público geral. Conforme Ribas, o objetivo é organizar melhor o fluxo e reduzir o tempo de espera.
Outra mudança destacada é a ampliação dos horários de atendimento. A farmácia abrirá às 7h, com início da triagem e retirada de senhas. Já a dispensação dos medicamentos começará às 7h30min e seguirá sem fechar ao meio-dia até as 15h.
Atualmente, alguns serviços possuem horários reduzidos e limitação de fichas, situação que deve mudar com a integração.
— As insulinas eram entregues somente até o meio-dia. Agora será até as 15h. Os processos administrativos também deixarão de ter limite de fichas — explicou o secretário.
Estrutura mais espaçosa
A nova farmácia contará com uma estrutura ampliada para acomodar os pacientes. Segundo o secretário, o local terá entre 250 e 260 cadeiras, distribuídas entre os dois andares.
Também serão instaladas câmeras frias para armazenamento de medicamentos especiais e insulinas, além de novos equipamentos de informática e mobiliário.
A logística de armazenamento das dietas também será alterada. Em vez de manter grandes estoques no local, a prefeitura pretende trabalhar com reposições semanais ou quinzenais, reduzindo o volume armazenado na unidade.
Contrato de aluguel
O prédio utilizado pela prefeitura pertence à Mitra Diocesana. Conforme Ribas, a ideia inicial do município era utilizar o espaço para abrigar secretarias municipais, mas a prioridade acabou sendo alterada diante da necessidade de centralizar os serviços farmacêuticos.
O contrato começou a valer em janeiro deste ano. Nos dois primeiros meses, o valor pago foi de R$ 19 mil mensais devido às intervenções necessárias no imóvel. Depois disso, o aluguel passou para R$ 32,5 mil mensais.
O contrato firmado pelo município tem duração de 60 meses. Ribas afirmou que pretende acompanhar pessoalmente os primeiros dias de funcionamento da nova estrutura para avaliar o fluxo e ouvir a população.
— Estamos fazendo o possível e o impossível para entregar um dispositivo que seja algo muito importante na dispensação de medicamentos básicos e especiais no município. [...] Queremos entregar um serviço totalmente diferente, de uma forma muito positiva — afirmou.